segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023
Fora de Série Filme completo 90 minutos
domingo, 12 de fevereiro de 2023
CONTINUAÇÃO: COMO AINDA ENXERGAMOS AQUELES QUE NÃO PUDERAM ESTUDAR..
"A
marca da história da EJA é a marca da relação de domínio e humilhação
estabelecida historicamente entre a elite e as classes populares no Brasil, na
concepção que as elites brasileiras têm de seu papel e de seu lugar no mundo e
do lugar do povo. Uma concepção que nasce da relação entre conquistador e
conquistado/índio/escravo, e perdura em muitos documentos oficiais que parecem
tratar a EJA como um favor e não como o pagamento de uma dívida social e a
institucionalização de um direito (CURY, 2000). Algo inferior, para cidadãos
inferiores. Essa concepção fomenta o preconceito contra seu público: adulto
analfabeto, considerado “incompetente, marginal, culturalmente inferior”
(FÁVERO, 2004, p.15), que tem sido profundamente internalizado por estas
pessoas que se julgam sem direito à educação. (...)"
"O
caráter de educação de segunda classe para as pessoas adultas das classes
populares pode ser verificado ainda, atualmente, no que se refere ao
financiamento. Inserida na proposta do Fundeb, que entrou em vigor a partir de
julho de 2007, a EJA recebe sempre um valor por aluno menor que o destinado ao
Ensino Fundamental de crianças, podendo essa diferença, como no caso do
Distrito Federal, chegar a menos da metade (BRASIL, 2009). Como expressão dessa
história de relação de domínio, tensões e ambiguidades da EJA, até hoje ainda
sobressai sua função supletiva compensatória (educação para pessoas que não
tiveram o direito à escola antes da vida adulta) praticada por boa parte das
instituições. Isso acontece a despeito da existência, hoje, de um discurso que
se refere à EJA como direito à educação permanente para todos, intensificado a
partir da década de 90 com a realização de conferências internacionais (em
Jomtien, 1990 e em Hamburgo, 1997), que reiteraram a importância da EJA para
todos os povos do mundo e da educação em geral, visando à participação dos
cidadãos na sociedade do conhecimento e da informação. As visões de suplência e
de direito à educação permanente, que podem ser percebidas como antagônicas,
estão presentes no cotidiano das atividades de EJA e influenciam o trabalho
realizado. Essa contradição, ambiguidade e complexidade são características da
nossa sociedade. É a organização social brasileira que, embora tenha espaço
para que alguns desenvolvam a educação permanente como forma de atualização de
conhecimentos e aprendizagem durante toda vida, para outros, que não tiveram
direito de acesso e permanência na escola, exige a atuação reparadora (CURY,
2000), no sentido de oferecer à população um direito que historicamente lhe foi
negado."
Marisa
Narcizo Sampaio
Professora adjunta do Departamento de Educação
da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Doutora em Educação. E-mail:
marisamns@gmail.com
Artigo EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: UMA HISTÓRIA DE
COMPLEXIDADE E TENSÕES
Abaixo, segue uma reportagem da Revista Época
de 2016
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2016/06/maria-clara-di-pierro-perdemos-32-milhoes-de-matriculas-na-educacao-de-jovens-e-adultos.html
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
COMO AINDA ENXERGAMOS AQUELES QUE NÃO PUDERAM ESTUDAR...
Aqui,
transcrevemos dois fragmentos de artigo que nos ajudarão a compreender as
ideias equivocadas que se perpetuam no imaginário da população brasileira sobre
a EJA ainda nos dias atuais:
"A
marca da história da EJA é a marca da relação de domínio e humilhação estabelecida
historicamente entre a elite e as classes populares no Brasil, na concepção que
as elites brasileiras têm de seu papel e de seu lugar no mundo e do lugar do
povo. Uma concepção que nasce da relação entre conquistador e
conquistado/índio/escravo, e perdura em muitos documentos oficiais que parecem
tratar a EJA como um favor e não como o pagamento de uma dívida social e a
institucionalização de um direito (CURY, 2000). Algo inferior, para cidadãos
inferiores. Essa concepção fomenta o preconceito contra seu público: adulto
analfabeto, considerado “incompetente, marginal, culturalmente inferior”
(FÁVERO, 2004, p.15), que tem sido profundamente internalizado por estas
pessoas que se julgam sem direito à educação. (...)"
"O
caráter de educação de segunda classe para as pessoas adultas das classes
populares pode ser verificado ainda, atualmente, no que se refere ao
financiamento. Inserida na proposta do Fundeb, que entrou em vigor a partir de julho de 2007, a EJA recebe sempre um valor por aluno menor que o destinado ao
Ensino Fundamental de crianças, podendo essa diferença, como no caso do
Distrito Federal, chegar a menos da metade (BRASIL, 2009). Como expressão dessa
história de relação de domínio, tensões e ambiguidades da EJA, até hoje ainda
sobressai sua função supletiva compensatória (educação para pessoas que não
tiveram o direito à escola antes da vida adulta) praticada por boa parte das
instituições. Isso acontece a despeito da existência, hoje, de um discurso que
se refere à EJA como direito à educação permanente para todos, intensificado a
partir da década de 90 com a realização de conferências internacionais (em
Jomtien, 1990 e em Hamburgo, 1997), que reiteraram a importância da EJA para
todos os povos do mundo e da educação em geral, visando à participação dos
cidadãos na sociedade do conhecimento e da informação. As visões de suplência e
de direito à educação permanente, que podem ser percebidas como antagônicas, estão
presentes no cotidiano das atividades de EJA e influenciam o trabalho
realizado. Essa contradição, ambiguidade e complexidade são características da
nossa sociedade. É a organização social brasileira que, embora tenha espaço
para que alguns desenvolvam a educação permanente como forma de atualização de
conhecimentos e aprendizagem durante toda vida, para outros, que não tiveram
direito de acesso e permanência na escola, exige a atuação reparadora (CURY,
2000), no sentido de oferecer à população um direito que historicamente lhe foi
negado."
Marisa Narcizo Sampaio
Professora adjunta do Departamento de Educação
da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Doutora em Educação. E-mail:
marisamns@gmail.com
Artigo EDUCAÇÃO
DE JOVENS E ADULTOS: UMA HISTÓRIA DE COMPLEXIDADE E TENSÕES
Abaixo, segue uma reportagem da Revista Época
de 2016
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2016/06/maria-clara-di-pierro-perdemos-32-milhoes-de-matriculas-na-educacao-de-jovens-e-adultos.html
EJA - MODALIDADE NA EDUCAÇÃO BÁSICA
A EJA
A EJA atende os que não tiveram acesso ou não concluíram as etapas da Educação Básica:
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Sendo desenvolvida de acordo com suas especificidades.
DOIS NÍVEIS DA EDUCAÇÃO
No Brasil, a educação é organizada em dois níveis:
Educação Básica
Ensino Superior
A EDUCAÇÃO BÁSICA
A Educação Básica é composta por três etapas:
Educação Infantil
Ensino Fundamental
Ensino Médio
PÚBLICO DA EJA
Seção
V
Da
Educação de Jovens e Adultos
Art.
37. A educação de jovens e adultos será
destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos
fundamental e médio na idade própria e constituirá instrumento para a educação
e a aprendizagem ao longo da vida.
EIXO PRIMEIRO BIMESTRE A HISTÓRIA DA EJA E SUAS RELAÇÕES COM OS MOVIMENTOS SOCIAIS
Historicamente
a EJA sempre enfrentou dificuldades na aplicação de métodos instrucionais que frequentemente
sofrem críticas. Entretanto com a "Pedagogia de Paulo Freire" que
propunha como fator decisivo para a erradicação do analfabetismo a união de
todos, surgiram no país alguns movimentos em prol da EJA imbuídos desse
propósito. Dessa união entre organizações não governamentais e movimentos
sociais emergiu a "democratização popular" da Educação no
Brasil.(...)
Texto
retirado do Currículo Mínimo SEEDUC
Texto
na Íntegra
Historicamente,
a Educação para Jovens e Adultos sempre enfrentou dificuldades na aplicação de
métodos instrucionais que frequentemente sofrem críticas. Entretanto, com o
surgimento da Pedagogia de Paulo Freire, que propunha como fator decisivo para
a erradicação do analfabetismo a união de todos, surgiram no país alguns
movimentos em prol da EJA imbuídos desse propósito. Dessa união entre
organizações não governamentais e movimentos sociais emergiu a democratização
popular da Educação no Brasil. Neste bimestre, o aluno será estimulado a
conhecer e analisar a história da Educação de Jovens e Adultos e sua relação
com os movimentos sociais, embasado pelos referenciais da história mundial e
das Ciências Sociais, compreendendo as particularidades de cada momento
histórico para a consolidação da EJA e facilitando a compreensão do aluno para
a importância dos movimentos sociais no processo de consolidação da Educação de
Jovens e Adultos.
Habilidades
e competências:
Analisar
a conjuntura mundial nas conferências de Educação de Jovens e Adultos.
Conhecer
os aspectos históricos da Educação de Jovens e Adultos no Brasil.
Sugestões
de Atividades:
Trabalhar
o texto da entrevista de Carlos Rodrigues Brandão ao trabalhador rural Antônio
Cícero, o “Ciço”, para entender os diferentes olhares sobre Educação, presente
em: GADOTTI, Moacir; ROMÃO, José. Educação de Jovens e Adultos: teoria, prática
e propostas. 8ª ed. São Paulo. Cortez; Instituto Paulo Freire. 2006.
Apresentar
a definição de criança e adolescente, segundo o Estatuto da Criança e do
Adolescente
Entender
o processo histórico da Educação no Brasil, relacionando os movimentos sociais
e econômicos do Brasil às Confinteas, em especial a criação da ONU —
Organização das Nações Unidas.
Construir
uma linha do tempo sobre a história da Educação de Jovens e Adultos, desde a
chegada dos jesuítas até a Segunda Guerra Mundial, com base nas sugestões
anteriores
BOAS--VINDAS
BEM-VINDOS, BEM-VINDAS ALUNOS E ALUNAS DO 3º ANO DO CURSO NORMAL - FORMAÇÃO DE PROFESSORES.
ESPERO QUE TODOS ESTEJAM BEM DENTRO DO POSSÍVEL, SE CUIDANDO E DISPOSTOS A CONSTRUIR UM ANO LETIVO DE APRENDIZADO MÚTUO, RESPEITO, COOPERAÇÃO, RESPONSABILIDADE E EMPATIA.
NÃO É FÁCIL VIVER E CONVIVER EM UMA ESCOLA DE HORÁRIO INTEGRAL. MAS QUE POSSAMOS TORNAR A CONVIVÊNCIA E A NOSSA ESTADIA NESTE ESPAÇO, MAIS LEVE E PRODUTIVA.
ABRAÇOS E GOOD VIBES!
PROFESSORA MARISTELA - DISCIPLINAS PEDAGÓGICAS
CALENDÁRIO
1º
BIMESTRE: 06 DE FEVEREIRO A 05 DE MAIO
4º BIMESTRE EIXO AS DIVERSAS CONTRIBUIÇÕES À ALFABETIZAÇÃO NA EJA
4º bimestre EIXO 4º BIMESTRE AS DIVERSAS CONTRIBUIÇÕES À ALFABETIZAÇÃO NA EJA Analisar as diferentes propostas de alfabetização de Jovens e...
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