segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Fora de Série Filme completo 90 minutos

 

 


Fora de Série, documentário produzido pelo Observatório Jovem do Rio de Janeiro, é um filme de pesquisa com estudantes do ensino médio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de 13 escolas públicas do Rio de Janeiro. Nele os jovens narram percursos de vida e contam histórias sobre seus relacionamentos com a escola; os relatos apresentam desafios que envolvem o processo da formação escolar e revelam os suportes e apoios encontrados dentro e fora da escola para concluir o ensino médio. 
Um filme dentro de uma pesquisa. Ou vice-versa. Fora de Série, o mais recente documentário produzido pelo Observatório Jovem do Rio de Janeiro, é um filme de pesquisa com estudantes do ensino médio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de 13 escolas públicas do Rio de Janeiro. Nele os jovens narram percursos de vida e contam histórias sobre seus relacionamentos com a escola; os relatos apresentam desafios que envolvem o processo da formação escolar e revelam os suportes e apoios encontrados dentro e fora da escola para concluir o ensino médio. O filme teve sua estreia em março de 2018 com exibição e debate no Cine Arte UFF. Entre os anos de 2018 e 2019, o Fora de Série foi exibido em escolas, universidades e cineclubes com um público estimado de oito mil pessoas. Em abril de 2019 foi disponibilizado as versões completas (91') em português, espanhol, inglês e português em linguagem descritiva para deficientes auditivos. 
DIRETOR PAULO CARRANO

domingo, 12 de fevereiro de 2023

CONTINUAÇÃO: COMO AINDA ENXERGAMOS AQUELES QUE NÃO PUDERAM ESTUDAR..

 

"A marca da história da EJA é a marca da relação de domínio e humilhação estabelecida historicamente entre a elite e as classes populares no Brasil, na concepção que as elites brasileiras têm de seu papel e de seu lugar no mundo e do lugar do povo. Uma concepção que nasce da relação entre conquistador e conquistado/índio/escravo, e perdura em muitos documentos oficiais que parecem tratar a EJA como um favor e não como o pagamento de uma dívida social e a institucionalização de um direito (CURY, 2000). Algo inferior, para cidadãos inferiores. Essa concepção fomenta o preconceito contra seu público: adulto analfabeto, considerado “incompetente, marginal, culturalmente inferior” (FÁVERO, 2004, p.15), que tem sido profundamente internalizado por estas pessoas que se julgam sem direito à educação. (...)"

"O caráter de educação de segunda classe para as pessoas adultas das classes populares pode ser verificado ainda, atualmente, no que se refere ao financiamento. Inserida na proposta do Fundeb, que entrou em vigor a partir de julho de 2007, a EJA recebe sempre um valor por aluno menor que o destinado ao Ensino Fundamental de crianças, podendo essa diferença, como no caso do Distrito Federal, chegar a menos da metade (BRASIL, 2009). Como expressão dessa história de relação de domínio, tensões e ambiguidades da EJA, até hoje ainda sobressai sua função supletiva compensatória (educação para pessoas que não tiveram o direito à escola antes da vida adulta) praticada por boa parte das instituições. Isso acontece a despeito da existência, hoje, de um discurso que se refere à EJA como direito à educação permanente para todos, intensificado a partir da década de 90 com a realização de conferências internacionais (em Jomtien, 1990 e em Hamburgo, 1997), que reiteraram a importância da EJA para todos os povos do mundo e da educação em geral, visando à participação dos cidadãos na sociedade do conhecimento e da informação. As visões de suplência e de direito à educação permanente, que podem ser percebidas como antagônicas, estão presentes no cotidiano das atividades de EJA e influenciam o trabalho realizado. Essa contradição, ambiguidade e complexidade são características da nossa sociedade. É a organização social brasileira que, embora tenha espaço para que alguns desenvolvam a educação permanente como forma de atualização de conhecimentos e aprendizagem durante toda vida, para outros, que não tiveram direito de acesso e permanência na escola, exige a atuação reparadora (CURY, 2000), no sentido de oferecer à população um direito que historicamente lhe foi negado."


Marisa Narcizo Sampaio

 Professora adjunta do Departamento de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Doutora em Educação. E-mail: marisamns@gmail.com

Artigo   EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: UMA HISTÓRIA DE COMPLEXIDADE E TENSÕES

 Abaixo, segue uma reportagem da Revista Época de 2016

http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2016/06/maria-clara-di-pierro-perdemos-32-milhoes-de-matriculas-na-educacao-de-jovens-e-adultos.html

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

COMO AINDA ENXERGAMOS AQUELES QUE NÃO PUDERAM ESTUDAR...

 

Aqui, transcrevemos dois fragmentos de artigo que nos ajudarão a compreender as ideias equivocadas que se perpetuam no imaginário da população brasileira sobre a EJA ainda nos dias atuais:

 

"A marca da história da EJA é a marca da relação de domínio e humilhação estabelecida historicamente entre a elite e as classes populares no Brasil, na concepção que as elites brasileiras têm de seu papel e de seu lugar no mundo e do lugar do povo. Uma concepção que nasce da relação entre conquistador e conquistado/índio/escravo, e perdura em muitos documentos oficiais que parecem tratar a EJA como um favor e não como o pagamento de uma dívida social e a institucionalização de um direito (CURY, 2000). Algo inferior, para cidadãos inferiores. Essa concepção fomenta o preconceito contra seu público: adulto analfabeto, considerado “incompetente, marginal, culturalmente inferior” (FÁVERO, 2004, p.15), que tem sido profundamente internalizado por estas pessoas que se julgam sem direito à educação. (...)"

"O caráter de educação de segunda classe para as pessoas adultas das classes populares pode ser verificado ainda, atualmente, no que se refere ao financiamento. Inserida na proposta do Fundeb, que entrou em vigor a partir de julho de 2007, a EJA recebe sempre um valor por aluno menor que o destinado ao Ensino Fundamental de crianças, podendo essa diferença, como no caso do Distrito Federal, chegar a menos da metade (BRASIL, 2009). Como expressão dessa história de relação de domínio, tensões e ambiguidades da EJA, até hoje ainda sobressai sua função supletiva compensatória (educação para pessoas que não tiveram o direito à escola antes da vida adulta) praticada por boa parte das instituições. Isso acontece a despeito da existência, hoje, de um discurso que se refere à EJA como direito à educação permanente para todos, intensificado a partir da década de 90 com a realização de conferências internacionais (em Jomtien, 1990 e em Hamburgo, 1997), que reiteraram a importância da EJA para todos os povos do mundo e da educação em geral, visando à participação dos cidadãos na sociedade do conhecimento e da informação. As visões de suplência e de direito à educação permanente, que podem ser percebidas como antagônicas, estão presentes no cotidiano das atividades de EJA e influenciam o trabalho realizado. Essa contradição, ambiguidade e complexidade são características da nossa sociedade. É a organização social brasileira que, embora tenha espaço para que alguns desenvolvam a educação permanente como forma de atualização de conhecimentos e aprendizagem durante toda vida, para outros, que não tiveram direito de acesso e permanência na escola, exige a atuação reparadora (CURY, 2000), no sentido de oferecer à população um direito que historicamente lhe foi negado."

 Marisa Narcizo Sampaio

 Professora adjunta do Departamento de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Doutora em Educação. E-mail: marisamns@gmail.com

Artigo   EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: UMA HISTÓRIA DE COMPLEXIDADE E TENSÕES

 Abaixo, segue uma reportagem da Revista Época de 2016

 

http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2016/06/maria-clara-di-pierro-perdemos-32-milhoes-de-matriculas-na-educacao-de-jovens-e-adultos.html



EJA - MODALIDADE NA EDUCAÇÃO BÁSICA

 A EJA

A EJA atende os que não tiveram acesso ou não concluíram as etapas da Educação Básica:

Ensino Fundamental

Ensino Médio

Sendo desenvolvida de acordo com suas especificidades.

DOIS NÍVEIS DA EDUCAÇÃO

No Brasil, a educação é organizada em dois níveis:

Educação Básica

Ensino Superior

A EDUCAÇÃO BÁSICA

A Educação Básica é composta por três etapas:

Educação Infantil

Ensino Fundamental

Ensino Médio


PÚBLICO DA EJA

 

Seção V

Da Educação de Jovens e Adultos

Art. 37.  A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade própria e constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao longo da vida.  

EIXO PRIMEIRO BIMESTRE A HISTÓRIA DA EJA E SUAS RELAÇÕES COM OS MOVIMENTOS SOCIAIS

Historicamente a EJA sempre enfrentou dificuldades na aplicação de métodos instrucionais que frequentemente sofrem críticas. Entretanto com a "Pedagogia de Paulo Freire" que propunha como fator decisivo para a erradicação do analfabetismo a união de todos, surgiram no país alguns movimentos em prol da EJA imbuídos desse propósito. Dessa união entre organizações não governamentais e movimentos sociais emergiu a "democratização popular" da Educação no Brasil.(...)

Texto retirado do Currículo Mínimo SEEDUC

 

Texto na Íntegra

Historicamente, a Educação para Jovens e Adultos sempre enfrentou dificuldades na aplicação de métodos instrucionais que frequentemente sofrem críticas. Entretanto, com o surgimento da Pedagogia de Paulo Freire, que propunha como fator decisivo para a erradicação do analfabetismo a união de todos, surgiram no país alguns movimentos em prol da EJA imbuídos desse propósito. Dessa união entre organizações não governamentais e movimentos sociais emergiu a democratização popular da Educação no Brasil. Neste bimestre, o aluno será estimulado a conhecer e analisar a história da Educação de Jovens e Adultos e sua relação com os movimentos sociais, embasado pelos referenciais da história mundial e das Ciências Sociais, compreendendo as particularidades de cada momento histórico para a consolidação da EJA e facilitando a compreensão do aluno para a importância dos movimentos sociais no processo de consolidação da Educação de Jovens e Adultos.

 

Habilidades e competências:

Analisar a conjuntura mundial nas conferências de Educação de Jovens e Adultos.

Conhecer os aspectos históricos da Educação de Jovens e Adultos no Brasil.

 

Sugestões de Atividades:

Trabalhar o texto da entrevista de Carlos Rodrigues Brandão ao trabalhador rural Antônio Cícero, o “Ciço”, para entender os diferentes olhares sobre Educação, presente em: GADOTTI, Moacir; ROMÃO, José. Educação de Jovens e Adultos: teoria, prática e propostas. 8ª ed. São Paulo. Cortez; Instituto Paulo Freire. 2006.

Apresentar a definição de criança e adolescente, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente

Entender o processo histórico da Educação no Brasil, relacionando os movimentos sociais e econômicos do Brasil às Confinteas, em especial a criação da ONU — Organização das Nações Unidas.

Construir uma linha do tempo sobre a história da Educação de Jovens e Adultos, desde a chegada dos jesuítas até a Segunda Guerra Mundial, com base nas sugestões anteriores


BOAS--VINDAS

 BEM-VINDOS, BEM-VINDAS ALUNOS E ALUNAS DO 3º ANO DO CURSO NORMAL - FORMAÇÃO DE PROFESSORES.

ESPERO QUE TODOS ESTEJAM BEM DENTRO DO POSSÍVEL, SE CUIDANDO E DISPOSTOS A CONSTRUIR UM ANO LETIVO DE APRENDIZADO MÚTUO, RESPEITO, COOPERAÇÃO, RESPONSABILIDADE E EMPATIA.

NÃO É FÁCIL VIVER E CONVIVER EM UMA ESCOLA DE HORÁRIO INTEGRAL. MAS QUE POSSAMOS TORNAR A CONVIVÊNCIA E A NOSSA ESTADIA NESTE ESPAÇO, MAIS LEVE E PRODUTIVA.

ABRAÇOS E GOOD VIBES!

PROFESSORA MARISTELA - DISCIPLINAS PEDAGÓGICAS


CALENDÁRIO

1º BIMESTRE: 06 DE FEVEREIRO A 05 DE MAIO



4º BIMESTRE EIXO AS DIVERSAS CONTRIBUIÇÕES À ALFABETIZAÇÃO NA EJA

 4º bimestre EIXO 4º BIMESTRE AS DIVERSAS CONTRIBUIÇÕES À ALFABETIZAÇÃO NA EJA Analisar as diferentes propostas de alfabetização de Jovens e...