A Função Reparadora diz respeito a concertar o erro
passado que conduziu o educando a situação de distorção idade/série. O seu
significado é o resgate do educando e sua recondução ao grau de ensino que ele
deveria estar ocupando. Também tem um sentido compensatório, pois parte do
entendimento que o fracasso escolar ou os motivos que levaram o aluno a
abandonar a escola não podem ser atribuídas exclusivamente a ele. Há nisso um sentido
de justiça, no qual o poder público reconhece sua parcela de culpa nos motivos
que conduzem ao fracasso ou a evasão escolar.
A Função Equalizadora diz respeito a colocar o
educando da EJA em pé de igualdade com os outros alunos que seguiram pelo caminho
do ensino regular. Apesar de percorrer um outro trajeto, os egressos da EJA
devem estar equiparados aqueles que saem do ensino regular com os conhecimentos
e habilidades que os tornem aptos a prosseguir nos estudos. A EJA não deve ser
confundida com uma modalidade de educação mais resumida ou fácil e os tempos
mais curtos têm de ser compensados por um maior empenho por parte de educadores
e discentes.
A Função Qualificadora afirma que a EJA deve
acrescentar “valores” ao educando. O egresso da EJA ao deixar a modalidade deve
ser um sujeito mais aprimorado na comparação a si próprio quando ingressou no
curso. A educação integral e a melhoria contínua dos sujeitos é um dos
objetivos perseguidos pela modalidade EJA.
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