segunda-feira, 27 de março de 2023

HISTÓRIA DA EJA

 

História da EJA de 1950 a 1960

De 1950 até 1960 

RESUMO

Âmbito Universitário
 lutas pela democratização da cultura e afirmação de uma cultura nacional (como resistência ao imperialismo econômico e cultural norte-americano). Movimento estudantil, arte engajada, valorização das expressões artísticas populares...E no bojo dessa reflexão, deu-se origem a diversos Movimentos:

Movimento da Cultural Popular (Universidade federal de Pernambuco)

Centro Popular de Cultura

Âmbito Religioso
 a igreja católica investiu na formação de jovens para atuação nos meios populares - rural e operário- dando origem a muitos movimentos, entre eles, o Movimento de Educação de Base que teve ação expressiva na educação popular através do sistema radiofônico, e Movimento da Ação Católica.

Âmbito Político
 Aumento da organização de trabalhadores. Começa também a se configurar as organizações dos trabalhadores rurais que representam um importante papel político, pois eram um número significativo de cidadãos que compunham a força produtiva do país, sobretudo no sul.

Âmbito Pedagógico
 Experiência de Paulo Freire em Angicos - sistematizou uma forma diferente de alfabetização de adultos. Sua prática de alfabetização era também uma crítica ao modelo tradicional de educação fortemente marcado pela Psicologia do Desenvolvimento e pelo Behaviorismo.

segunda-feira, 20 de março de 2023

V CONFINTEA

 Outras CONFINTEAS aconteceram, no entanto, a V Confintea Realizada em 1997, em Hamburgo Alemanha) consta na história da EJA de maneira singular, por ter posto em marcha um intenso movimento de preparação mundial com certa antecedência. Ela acontece a partir de um amplo processo de consultas preparatórias (IRELAND, 2000:15) realizadas nas cinco grandes regiões mundiais consideradas pela UNESCO, acrescidas da Consulta Coletiva as ONGs, de onde foram consolidados relatórios para a Conferência Internacional. Sob o tema da aprendizagem de adultos como ferramenta, direito, prazer e responsabilidade, o evento contou com a participação de mais de 170 estados membros, 500 ONGs e cerca de 1300 participantes. 

O ano que antecedeu a V CONFINTEA foi marcado pelo Seminário Internacional de Educação e Escolarização de Jovens e Adultos e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/1996. Paulo Freire esteve presente no Seminário e lá os participantes tomaram conhecimento de que aconteceria a V CONFINTEA e da preparação de um documento final a ser levado pelo governo a Hamburgo em 1997. Outro desdobramento do Seminário foi promover a troca de experiências entre educadores pesquisadores no campo da EJA.

A preparação do documento brasileiro se deu por meio de consultas nas escalas local, regional e nacional. A nível nacional, motivado pela preparação para a V Confintea, em 1997, iniciou-se os Fóruns de EJA.

O direito proclamado por si só não garante o acesso a ele. No plano social brasileiro, o reconhecimento de direitos tem sido por meio de lutas constantes dos movimentos sociais, da sociedade civil, das minorias.

Todo o processo de mobilização resultante das convocatórias pré e pós V CONFINTEA gerou desdobramentos que merecem ser considerados, dentre eles os Fóruns de EJA e o Encontro Nacional de EJA. Tanto os Fóruns quanto os ENEJAs representam engajamento, responsabilidade, ética e compromisso de atores sociais coletivos com a efetivação dos direitos de jovens e adultos à educação.

A V CONFINTEA marca novas e diferentes posições em relação à anterior, em Paris. A começar pela participação de mais de 1.500 delegados. Além disso, “muitas pessoas de Hamburgo e seus arredores se interessaram pela conferência, mesmo não sendo delegados, o número real de assistentes pode ter sido ainda maior” (KNOLL, 2014, p. 25). Ireland (2014) insere a V CONFINTEA ao final de um ciclo de conferências da década de 1990 que começa com a Cúpula Mundial pela Infância (Nova York, 1990) e a Conferência Mundial sobre Educação para Todos (Jomtiem/Tailândia, 1990). Nesses encontros, os governos se comprometeram com a urgência de problemas planetários como o bem-estar das crianças, a questão de proteção ao meio ambiente, os direitos humanos e o empoderamento das mulheres.


Caminhos a Hamburgo: efeitos do movimento CONFINTEA V no Brasil nas lutas pelo direito de jovens e adultos à educação

Raquel Silveira Martins de Melo

Fernanda Aparecida Oliveira Rodrigues Silva


RELEMBRANDO:

A V CONFINTEA mobilizou a sociedade brasileira com os surgimentos dos Fóruns de EJA em diversas localidades do país e o ENEJA a nível nacional (Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos) a partir dos anos 90, ao preparar um documento para ser levado à V Conferência da UNESCO. Não podemos esquecer que a nível internacional o Seminário Internacional de Escolarização e Educação de Jovens e Adultos também reuniu muitos pesquisadores e professores do Campo da EJA, inclusive pessoas do Brasil que atuavam nesta área.

Após a V confintea os Fóruns e Os ENEJAs continuaram seus encontros estabelecendo metas, levantados debates e trocas sobre o trabalho realizado na EJA,  avanços e desafios.

A V confientea fecha um ciclo ao final dos anos 90, década em que ocorreram acontecimentos importantes:

* Cúpula Mundial pela Infância (Nova York, 1990) e a Conferência Mundial sobre Educação para Todos (Jomtiem/Tailândia, 1990). Nesses encontros, os governos se comprometeram com a urgência de problemas planetários como o bem-estar das crianças, a questão de proteção ao meio ambiente, os direitos humanos etc.

* LDB 9394/96.


segunda-feira, 13 de março de 2023

CONFINTEAS


CONFINTEAS

Nas últimas seis décadas, a UNESCO promoveu seis Conferências Internacionais em Educação de Adultos, que se tornou conhecida como CONFINTEAS. As CONFINTEAS se estabeleceram como um dos fóruns mais influentes da arena internacional em educação de adultos. Ao longo de seus 60 anos, essas Conferências debateram e estabeleceram as diretrizes orientadoras para a política mundial em educação de adultos.

Confintea I - A primeira Conferência Internacional de Educação e Adultos ocorreu em 1949, em  na Dinamarca, num contexto de pós-guerra e de tomadas de decisões em busca pela paz. O Brasil não participou desta primeira edição, mesmo tendo participado da Campanha em Beirute em 1948 e de sediar o Seminário Interamericano em 1949. Quatro comissões de delegados recomendaram:

 - Que os conteúdos da Educação de Adultos estivessem de acordo com as suas especificidades e funcionalidades;

- Que fosse uma educação aberta, sem pré-requisitos;

- Que os problemas das instituições e organizações com relação à oferta precisariam ser debatidos;

 - Que se averiguassem os métodos e técnicas e o auxílio permanente;

 - Que a educação de adultos seria desenvolvida com base no espírito de tolerância, devendo ser trabalhada de modo a aproximar os povos, não só os governos;

 - Que se levasse em conta as condições de vidas das populações de modo a criar situações de paz e entendimento.


HISTÓRIA DA EJA

 

A história da EJA e sua relação com os movimentos sociais


A partir do ano de 1940

A partir dessa época o analfabetismo começa a ser visto como um problema nacional, por isso neste período se estrutura a primeira grande campanha contra o analfabetismo adulto no país (CEAA). Os acontecimentos responsáveis por essa realidade, foram: O término da era de Vargas que levou o Brasil a uma redemocratização. (E com a REDEMOCRATIZAÇÃO, MUITAS LUTAS E ORGANIZAÇÕES POPULARES), O CENSO DE 1940 - GRANDE NÚMERO DE ANALFABETOS e a CRIAÇÃO DA UNESCO Em 1945 com o final da Segunda guerra Mundial é criada a Unesco - Organização das Nações Unidade para Educação, Ciência e Cultura que implementou diversas ações na educação no contexto internacional.

TODOS ESSES ACONTECIMENTOS PRESSIONARAM O GOVERNO FEDERAL A TOMAR UMA   ATITUDE.

Em 1947 a União lança a Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos (CEAA) - Concebida e coordenada por Lourenço Filho, é a primeira iniciativa do Governo Federal, implementando classes de alfabetização em todos os estados brasileiros. No entanto, a CEAA:

Barateou a ações; se apoiou nos discursos pedagógicos da educação regular e da alfabetização de crianças; teve como interesse, aumentar o número de eleitores. (O número de analfabetos formava um contingente de 55% da população com mais de 18 anos).

Outro acontecimento importante: Realização da 1ª CONFINTEA – UNESCO. Conferência Internacional sobre Educação de Adultos (1949). Realizada na Dinamarca. Educação concebida para a paz e os Direitos humanos que seria para jovens e adultos mesmo depois da escola.


HISTÓRIA DA EJA

 

A história da EJA e sua relação com os movimentos sociais

Colônia - A educação brasileira, desde o período colonial, tinha um olhar mais direcionado às crianças, mas “indígenas adultos foram também submetidos a uma intensa ação cultural e educacional”.

A Companhia Missionária de Jesus, tinha a função básica de catequizar (iniciação à fé) e alfabetizar na língua portuguesa os indígenas que viviam na colônia brasileira. Com a saída dos jesuítas do Brasil em 1759, a educação de adultos entra em colapso e fica sob a responsabilidade do Império a organização e emprego da educação.

 

Império - A identidade da educação brasileira foi sendo marcada então, pelo elitismo que restringia a educação às classes mais abastadas.

A partir da constituição Imperial de 1824 procurou-se dar um significado mais amplo para a educação, garantindo a todos os cidadãos a instrução primária. No entanto, essa lei, infelizmente, ficou só no papel. Havia a discussão em todo o Império de como inserir as chamadas camadas inferiores nos processos de formação formais.

A educação de jovens e adultos era carregada de um princípio missionário e caridoso. O letramento destas pessoas era um ato de caridade das pessoas letradas às pessoas perigosas e degeneradas. “Era preciso ‘iluminar’ as mentes que viviam nas trevas da ignorância para que houvesse “progresso”.

 

República - Nos últimos anos do Império, o Brasil passou por mudanças históricas, sociais, culturais que transformaram toda uma sociedade, a vida das pessoas, a forma de organização e relações.

Expansão da lavoura cafeeira/ Instalações portuárias/ Ferrovias Melhoramentos urbanos/ A abolição dos escravos /O trabalhador assalariado/ Extinto os títulos de nobreza

Com o início do século XX houve uma grande mobilização social que pretendia exterminar este mal, o analfabetismo. Começou-se assim, a culpar as pessoas analfabetas da situação de subdesenvolvimento do Brasil. Em 1915 foi criada a Liga Brasileira contra o Analfabetismo que pretendia lutar contra a ignorância para estabilizar a grandeza das instituições republicanas. Em 1920, 75% da população era analfabeta. Na década de 30, a burguesia industrial se torna peça fundamental do crescimento econômico e da colocação do país no cenário do capitalismo mundial. A urbanização cada vez mais intensa e a necessidade de mão de obra qualificada trazem nova perspectiva e políticas educacionais com o objetivo de diminuir o analfabetismo. Os primeiros documentos oficiais de atenção à EJA eram uma resposta às necessidades do capital: - mão de obra minimamente qualificada - mais controle social - diminuição do vergonhoso índice de analfabetos. Essa industrialização não trouxe um projeto democrático de melhoria das condições de vida, de investimento e transformação social para todos.

4º BIMESTRE EIXO AS DIVERSAS CONTRIBUIÇÕES À ALFABETIZAÇÃO NA EJA

 4º bimestre EIXO 4º BIMESTRE AS DIVERSAS CONTRIBUIÇÕES À ALFABETIZAÇÃO NA EJA Analisar as diferentes propostas de alfabetização de Jovens e...