segunda-feira, 13 de março de 2023

HISTÓRIA DA EJA

 

A história da EJA e sua relação com os movimentos sociais

Colônia - A educação brasileira, desde o período colonial, tinha um olhar mais direcionado às crianças, mas “indígenas adultos foram também submetidos a uma intensa ação cultural e educacional”.

A Companhia Missionária de Jesus, tinha a função básica de catequizar (iniciação à fé) e alfabetizar na língua portuguesa os indígenas que viviam na colônia brasileira. Com a saída dos jesuítas do Brasil em 1759, a educação de adultos entra em colapso e fica sob a responsabilidade do Império a organização e emprego da educação.

 

Império - A identidade da educação brasileira foi sendo marcada então, pelo elitismo que restringia a educação às classes mais abastadas.

A partir da constituição Imperial de 1824 procurou-se dar um significado mais amplo para a educação, garantindo a todos os cidadãos a instrução primária. No entanto, essa lei, infelizmente, ficou só no papel. Havia a discussão em todo o Império de como inserir as chamadas camadas inferiores nos processos de formação formais.

A educação de jovens e adultos era carregada de um princípio missionário e caridoso. O letramento destas pessoas era um ato de caridade das pessoas letradas às pessoas perigosas e degeneradas. “Era preciso ‘iluminar’ as mentes que viviam nas trevas da ignorância para que houvesse “progresso”.

 

República - Nos últimos anos do Império, o Brasil passou por mudanças históricas, sociais, culturais que transformaram toda uma sociedade, a vida das pessoas, a forma de organização e relações.

Expansão da lavoura cafeeira/ Instalações portuárias/ Ferrovias Melhoramentos urbanos/ A abolição dos escravos /O trabalhador assalariado/ Extinto os títulos de nobreza

Com o início do século XX houve uma grande mobilização social que pretendia exterminar este mal, o analfabetismo. Começou-se assim, a culpar as pessoas analfabetas da situação de subdesenvolvimento do Brasil. Em 1915 foi criada a Liga Brasileira contra o Analfabetismo que pretendia lutar contra a ignorância para estabilizar a grandeza das instituições republicanas. Em 1920, 75% da população era analfabeta. Na década de 30, a burguesia industrial se torna peça fundamental do crescimento econômico e da colocação do país no cenário do capitalismo mundial. A urbanização cada vez mais intensa e a necessidade de mão de obra qualificada trazem nova perspectiva e políticas educacionais com o objetivo de diminuir o analfabetismo. Os primeiros documentos oficiais de atenção à EJA eram uma resposta às necessidades do capital: - mão de obra minimamente qualificada - mais controle social - diminuição do vergonhoso índice de analfabetos. Essa industrialização não trouxe um projeto democrático de melhoria das condições de vida, de investimento e transformação social para todos.

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