A história da EJA e
sua relação com os movimentos sociais
Colônia - A
educação brasileira, desde o período colonial, tinha um olhar mais direcionado
às crianças, mas “indígenas adultos foram também submetidos a uma intensa ação
cultural e educacional”.
A Companhia
Missionária de Jesus, tinha a função básica de catequizar (iniciação à fé) e alfabetizar
na língua portuguesa os indígenas que viviam na colônia brasileira. Com a saída
dos jesuítas do Brasil em 1759, a educação de adultos entra em colapso e fica sob
a responsabilidade do Império a organização e emprego da educação.
Império - A
identidade da educação brasileira foi sendo marcada então, pelo elitismo que restringia
a educação às classes mais abastadas.
A partir da
constituição Imperial de 1824 procurou-se dar um significado mais amplo para a
educação, garantindo a todos os cidadãos a instrução primária. No entanto, essa
lei, infelizmente, ficou só no papel. Havia a discussão em todo o Império de
como inserir as chamadas camadas inferiores nos processos de formação formais.
A educação de
jovens e adultos era carregada de um princípio missionário e caridoso. O letramento
destas pessoas era um ato de caridade das pessoas letradas às pessoas perigosas
e degeneradas. “Era preciso ‘iluminar’ as mentes que viviam nas trevas da
ignorância para que houvesse “progresso”.
República - Nos últimos anos do Império, o Brasil passou por
mudanças históricas, sociais, culturais que transformaram toda uma sociedade, a
vida das pessoas, a forma de organização e relações.
Expansão da lavoura cafeeira/ Instalações portuárias/
Ferrovias Melhoramentos urbanos/ A abolição dos escravos /O trabalhador
assalariado/ Extinto os títulos de nobreza
Com o início do século XX houve
uma grande mobilização social que pretendia exterminar este mal, o
analfabetismo. Começou-se assim, a culpar as pessoas analfabetas da situação de
subdesenvolvimento do Brasil. Em 1915 foi criada a Liga Brasileira contra o
Analfabetismo que pretendia lutar contra a ignorância para estabilizar a
grandeza das instituições republicanas. Em 1920, 75% da população era
analfabeta. Na década de 30, a burguesia industrial se torna peça fundamental
do crescimento econômico e da colocação do país no cenário do capitalismo
mundial. A urbanização cada vez mais intensa e a necessidade de mão de obra
qualificada trazem nova perspectiva e políticas educacionais com o objetivo de
diminuir o analfabetismo. Os primeiros documentos oficiais de atenção à EJA
eram uma resposta às necessidades do capital: - mão de obra minimamente qualificada
- mais controle social - diminuição do vergonhoso índice de analfabetos. Essa industrialização
não trouxe um projeto democrático de melhoria das condições de vida, de investimento
e transformação social para todos.
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